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Videojogos: Sim ou Não?

  • Quantas horas deve o meu filho passar a jogar?
  • Se jogar mais de 4 horas é adicto?
  • Em que idade devo dar um computador ou telemóvel ao meu filho?
  • Quando o meu filho diz que quer ser jogador profissional, o que devo
    pensar? Afinal aquilo não é só um jogo?

Com o desenvolvimento tecnológico chegaram os videojogos, que mais tarde ganharam
a possibilidade de interação online.
O Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-5) define a
Perturbação de Jogos de Internet como uma persistente utilização da internet com vista
à prática de videojogos, geralmente com outros jogadores, que conduz ao
desenvolvimento de uma dependência.
Na sociedade atual, os videojogos podem ser jogados em computadores, consolas,
telemóveis ou outros dispositivos portáteis. Onde quer que haja crianças,
inevitavelmente encontraremos em grande parte delas um fascínio pelos dispositivos
eletrónicos.
O jogo, por si só, reflete um comportamento saudável e desejável do ponto de vista do
desenvolvimento das crianças. Neste sentido, e quando utilizados de forma moderada e
com conteúdos adequados à idade dos utilizadores, os benefícios dos videojogos podem
traduzir-se em ganhos cognitivos (ex. melhoria de capacidades cognitivas), sociais (ex.
reforço das relações entre pares) e psicológicos (ex. maior bem-estar psicológico).

Sintomas Associados:

  • Preocupação excessiva com os videojogos;
  • Sintomas de abstinência quando o jogo é retirado;
  • Ausência de tolerância face à não realização do jogo;
  • Perda de interesse em antigos hobbies ou interesses, com exceção dos jogos;
  • Uso continuo e excessivo dos videojogos;
  • Manipulação no que respeita ao tempo despendido na atividade;
  • Utilização de videojogos para evitar ou aliviar problemas;
  • Desinvestimento na aprendizagem escolar;
  • Os sintomas não podem ser vistos isoladamente e deverão sempre ser confirmados por um Profissional de Saúde.

 

Que estratégias podem os Pais usar:

  • Conhecer o tipo de jogos que o seu filho joga, em que plataformas joga, com que
    pessoas e se ele se insere numa comunidade é algo importante e pode evitar
    bastantes riscos;
  • Conhecer os riscos, benefícios e o contexto dos videojogos do seu filho é
    importante já́ que tornará mais fácil compreender os sinais de alerta conseguindo
    prevenir situações de risco e ao mesmo tempo poder aproveitar de modo
    informado os recursos positivos da atividade para que esta traga todos os seus
    benefícios.
  • Negociar as regras com o jovem é muito importante seja neste ou em outro
    contexto. Quando negociamos em vez de impormos na grande parte das vezes,
    promovemos no jovem uma atitude de responsabilidade, já́ que também ele
    decidiu e se comprometeu a uma determinada tarefa. Disciplina é também cuidar
    e prevenir situações de risco, sendo este um ponto fundamental;
  • Definir consequências claras (positivas e negativas) caso as regras sejam/não,
    sejam cumpridas;

GAMER OVER!!

Texto por Dra. Sofia Araújo

Licenciada em Psicologia em 2002, é membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Possui especialização em consulta psicológica e psicoterapia em crianças e jovens e em Psicologia do Desenvolvimento pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Atua nas mais variadas áreas de intervenção.
E-Mail: cdsofiaaraujopsic@gmail.com
#conselhosdadrasofia

 

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